Bilhete urgente de Fradique Mendes

A Eça de Queirós

Lisboa, outubro

 Meu bom Amigo:

Venho, pela diligente intermediação deste bilhete apressado, tranquilizá-lo, certo como estou de que os últimos dias não terão sido amenos para si. E assim, em verdade digo: ao contrário do que alguns espíritos invejosos já murmuravam, não corre risco o seu lugar de vulto maior das nossas belas letras, para usar a expressão que os  delicados líricos de Setecentos tanto apreciavam.

A Divina Figura (faço jus ao nome de batismo com que foi brindada) que, com generosa regularidade, diariamente ocupa vastas páginas da nossas gazetas, não quer ensombrecer o fulgor passado e, assim o espero, a glória futura a que o meu Amigo  aspira, a talentosos golpes de pena. Acaba de sair a ponderosa obra em que aquela Figura, por fim, revela aos patrícios embasbacados os contornos do seu mundo e os seus mais recônditos mistérios. “Não sou Eça de Queiroz”, proclama Jesus, com o “z” bem repenicado no final do patronímico que o meu Amigo ostenta.  Estamos, por fim, esclarecidos.

O que será Jesus, é coisa que não consigo alcançar, mergulhado como me acho na  empedernida ignorância das revelações que o livro prodigaliza. Não prometo lê-lo e não por preguiça ou desmazelo, apenas por temer que a luz que certamente dele irradia  venha estremecer o velho e já agora irredutível apreço que os livros do meu Amigo me merecem. Deixo  o efeito redentor da obra em que brilha Jesus  aos devotos que quiserem repoltrear-se nas suas páginas túmidas de saber acumulado e de saborosas experiências de vida.  E assim permaneço, bem convicto e bem firme, seu admirador e seu amigo, que à distância rijamente o abraça.

Fradique

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Carta de Carlos Fradique Mendes

À Senhora Diretora do jornal “Público”

Lisboa, alvores do Outono

 Minha boa Amiga:

Fradique Mendes por António

Fradique Mendes por António

De passagem por Lisboa e mesmo retirado, como estou, da vida pública, dos seus ardores e dos rumores a que ela dá lugar, tenho acompanhado, entre intrigado e perplexo, as abundantes notícias que à figura do nosso primeiro-ministro têm sido consagradas nos últimos dias, em especial pelo seu jornal. Provocadas por um singular episódio de amnésia, tais notícias provêm, antes de mais, daquela íntima ambição que todo o jornalista, mesmo o mais obscuro, em segredo  alimenta:  apear, lá da peanha onde galhardamente se equilibra,  um governante, seja ele primeiro-ministro, ministro ou, se a tal obrigar a carência de vítimas disponíveis, um efémero secretário de Estado.

Para isso dispõem os senhores jornalistas de um termo com que generosamente municiam as suas congeminações jornalísticas: polémica! Já reparou a senhora Diretora na estranha frequência com que na nossa pacata terra estalam as “polémicas”? Seja uma diferença de opinião quanto à ingente questão do preço da arroba da batata, seja uma discussão acerca da cultura da alfarroba,  seja o caso temível de uma  disposição municipal para o singelo arranjo de um jardim público –  desde logo, conforme nos é dito, está instalada a “polémica”! Palavras mais  brandas ou mais floridas, como  “controvérsia”, a amena “divergência” ou a tauromáquica (longe vá o agouro!) “divisão de opiniões”, nenhuma delas serve ou convém. “Polémica”, sim, e de forma a que rolem cabeças. Com menos do que isso não se satisfaz a gula dos nossos plumitivos.

Pois agora mesmo brotou uma polémica – e das grossas! E o jornal que a senhora Diretora comanda, com inigualável zelo, é a fons et origo de muito do que se tem dito acerca de uma questão no mínimo embaraçosa: a memória do senhor primeiro-ministro, confessa-o ele mesmo, não tem funcionado bem, quanto a uns supostos proventos embolsados em anos mais do que remotos. Não há, neste nosso recanto onde florescem as laranjeiras, cronista, fazedor de opinião, modesto periodista ou ardente militante político que não se tenha pronunciado sobre o tema. E bem melindroso é ele, já que, dizem alguns com pérfida intenção, quem  nos governa deveria ser dotado de uma memória mais ágil e mais expedita. Pois eu, senhora Diretora, contrario, e com convicção forte, um tal argumento. E direi porquê, se a sua paciência e o seu bem escasso  tempo mo consentirem.

A primeira e mais fácil refutação daquela tese vem-me da recordação (esta sim, bem viva) de um lamento que um dia ouvi ao senhor conde de Gouvarinho. Queixava-se o digno conde precisamente da sua fraca memória; e dizia que, depois de ter lido, bem concentrado, os grossos volumes  da História Universal de César Cantu, tudo se lhe varrera! Ora, pergunto eu: não se diz por toda a Lisboa e mesmo para lá do seu termo,  que  o senhor conde de Gouvarinho foi um estadista e dos bons? Não ficaram os habitantes da longínqua Luanda a dever-lhe a luminosa iniciativa da criação de um teatro normal, como inegável elemento de civilização? Nalgum momento a falta de memória do conde prejudicou o  empenho vigoroso, sempre por ele posto na resolução dos altos negócios do Estado?

Só ao nosso primeiro-mnistro não se perdoa a falta de memória! E tudo por causa de  uma vil  questão de pecúnia! É bem verdade que já tivemos, há longos séculos, um monarca que ficou conhecido como “de boa memória”. Mas de então para cá muita água correu sob as pontes, muitos negócios se fizeram e desfizeram e muito se esgarçou o  conceito de memória. Queriam talvez os escribas a seu serviço que o nosso primeiro-ministro fosse contemplado com a mesma “boa memória” que para todo o sempre aureolou a imagem do senhor D. João, primeiro de Portugal com esse nome. Desenganados podem ficar, porque no nosso governante-mor não se cultiva tal “boa memória”.

Muito bem anda ele por desprezar esse atributo. Um tal proceder é, de resto, coerente  com os hábitos e com os modos de agir e até de ensinar, solidamente implantados no país que lhe tocou governar, com sacrifício e com paciência beneditina. Basta ver que a falta de memória é aquilo que mais se cultiva, como explicação irrefutável, nos nossos respeitáveis tribunais. Isto, claro está, quando eles funcionam… (Honni soit qui mal y pense!). A testemunha  viu o facínora anavalhar o vizinho?  Não se lembra. O arguido proferiu  o insulto de que se queixa, na barra do tribunal, o honrado cidadão? Desvaneceu-se-lhe da mente. O agente da autoridade assistiu à infração?   Não tem presente tal coisa. Algum magistrado prudente rebate a falta de memória que em geral ataca os portugueses, como epidemia que grassa entre povos desmazelados e mal nutridos? De modo algum.

Além disso, não pertence o senhor primeiro-ministro à geração dos que, em Portugal, foram educados sem recurso às crueldades da memorização? Pertence, é claro, como bem mostra a sua idade, ainda em viçosa juventude. Nalguma ocasião foi ele atormentado por quem impunha, com o sobrolho franzido, que o tenro aluno, ainda envergando juvenis calções,  desfiasse, de cor e salteado (como em tempos lacustres se dizia), o rol dos reis da primeira dinastia,  a malvada tabuada dos nove ou  o vetusto teorema de Pitágoras? Não! Nunca! E alguma falta lhe fizeram tais bizarrias? Nenhuma! Digo mais: em tempos que já lá vão e segundo relatam as gazetas, quem hoje é primeiro-ministro  tratou, numa empresa bem modernamente chamada Tecnoforma, de fomentar a aprendizagem  (ou de “facilitar o negócio”, segundo se diz) de um milhar de funcionários diligentes, destinados a povoar a imensa rede de  aeródromos de que Portugal dispõe – e só na Região Centro! Pois bem: fez-lhe falta, para o competente desempenho dessa laboriosa missão, um instrumento tão arcaico e tão bafiento como a memória? Certamente que não.

De modo que, senhora Diretora, é tempo de perguntar: para quê e porquê, então, o clamoroso assédio, tão despropositado e tão insidioso? Apenas, digo eu, para causar cizânia e consumir o tempo precioso de quem nos governa. Mas que não seja por isso: contrariando quantos (e não eram poucos!) já se repoltreavam na suprema gozação de verem a criatura acuada, o senhor primeiro-ministro, esfuracando a memória gasta, lembrou-se, por fim! E ao lembrar-se, tudo esclareceu com cristalina transparência, diante da massa  dos que o interrogavam, com sanha mal disfarçada: os tais dinheiros não foram uma “remuneração”, mas sim uma “reposição” por despesas de representação. A mim, que sou pessoa crente na palavra do meu concidadão, seja ele quem for, tal explicação é-me cabal e suficiente. Para mais, veio ela  fazendo parelha  com uma razão tocante: o senhor primeiro-ministro (disse-o ele, com  sinceridade comovente) é uma pessoa “remediada”. Aí está, com a solidez de uma verdade de bronze, a condição de vida que os portugueses adoram e estremecem: não se é rico, não se é pobre, é-se honradamente “remediado”. E assim ficamos por aquele meio termo morno de que esta nossa Pátria de  tintas suaves e doses moderadas tanto gosta. Há expressão mais eloquente para bem dizer da grandeza de uma estadista? Não há.

Estou certo de que concordará comigo. E mais certo fico de que tratará de meter, na retorcida mente dos seus jornalistas e cronistas, as convicções que desataviadamente venho entregar-lhe. A tudo acrescento a manifestação da minha fidelidade de leitor regular do seu jornal  e a expressão do meu muito apreço por quem o dirige e me honra com a sua amizade.

 Carlos Fradique Mendes

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Carta de Fradique Mendes

 Ao Dr. José Pacheco Pereira

Julho de 2014

  

Meu bom Amigo:

Com  embaraçoso atraso, leio, em periódicos que há pouco me chegaram, transcrições de frementes declarações suas a propósito de um caso já estafadamente comentado urbi et orbi: a entrada de  mais um país africano, a Guiné Equatorial, na vasta comunidade dos países em que se fala a língua portuguesa como idioma oficial. A  fazer fé nos  tais periódicos, as suas palavras não pecaram pela brandura: humilhação pública para Portugal, incompetência da diplomacia portuguesa, tenebroso caos de que padece a dita  diplomacia, estes e outros mimos não foram demasiados para expressar a exaltada zanga do meu Amigo. O velho Marte, erguendo-se contra os Gigantes brutais, não terá parecido menos tremendo nem menos digno de reverente temor.

Carlos Fradique Mendes António

Carlos Fradique Mendes, por António

Deixe-me que lhe diga, com franco e amigável desassombro, que discordo da sua exaltação; e que, por mais que me esforce, a não compreendo. Para bem me explicar, recordarei aquilo que ao meu Amigo e a outros espíritos miudamente críticos tanto indignou. Antes de tudo, a tal Guiné Equatorial é uma ditadura; para mais, vigora nela a pena de morte; não abunda, antes escasseia, probidade e honradez nos  que regem os destinos daquele país agora nosso irmão;  o seu presidente, Teodoro Obiang de sua graça,  metodicamente decide, há mais de três décadas, das vidas e das mortes dos seus concidadãos; um  rebento que a Providência lhe deu (e que responde pelo nome terno de Teodorín) prepara-se, qual príncipe ungido por ritos monárquicos, para suceder aos trabalhosos  dias de seu pai, quando o Criador o chamar ao seu divino seio. Por fim (e aqui confesso o meu espanto), não se fala ali português – ou a língua de Camões, como diria o senhor conde de Ribamar, sempre hábil no culto das sonoridades com que adorna as suas imagens.

Apesar de ser eu um viajante impenitente que pelo  vasto mundo  tem alargado os passos, pouco ou nada sei da Guiné Equatorial. Tive mesmo que espanejar o  pó a alguns velhos atlas para, com paciência e demora,  descobrir por onde se traçam as fronteiras deste país, em parte continental em parte insular, condição esta última que bastou para encher de solidário afeto o meu coração de ilhéu. Só depois pude refletir nas suas declarações inflamadas, para concluir que são elas bem injustas e bem exageradas.

Vejamos. Queixa-se o meu Amigo de que a agora notória Guiné Equatorial é uma ditadura. É verdade que, habituados como estamos às democracias que os incendiários da Bastilha  nos legaram, temos dificuldade em entender que outros, para mais em paragens distantes e exóticas, possam ser felizes com diferente forma de organização política e social. Mas podem, certamente! Como negar que esses que  vivem em ditadura (ou sobrevivem, segundo  os ásperos  opositores das guinés equatoriais que ainda subsistem) colhem as vantagens  de não ter que aturar as maçadas das democracias? Pergunta o meu Amigo: que maçadas? Ora! As que são fruto amargo de acesas campanhas eleitorais,  de partidos políticos em briguenta profusão, de mudanças frequentes de governos e de governantes ou dos gritos lancinantes de uma imprensa que malbarata a liberdade que lhe deram. Tudo coisas, como o meu Amigo reconhecerá com a sua aguda inteligência, que custam o preço de grossos cabedais e dos desgostos infindos que a azeda discussão de opiniões  sempre traz consigo à praça pública. De tudo isso estávamos bem resguardados quando éramos governados pelo “nosso Salazar”, como dizia um tio meu dos Açores; e bem antes dele, no tempo já esfumado do Senhor Intendente Pina Manique e de sua Real Senhora, a virtuosa Dona Maria, nenhum livre-pensador se atrevia a perturbar a serena paz em que neste nosso recanto se vivia.

Governado por mão firme, um país liberto das imperfeições da democracia carece, para os efeitos de uma paz e de um sossego que a muitos causam natural inveja, de leis enérgicas que sustentem uma tal governação;  a que estabelece a pena de morte não é senão a consequência inevitável da incessante busca daquela paz e daquele sossego. É um preço alto? Não serei eu quem o negará, mas como não respeitar a soberana decisão dos países que ditam aquela punição extrema? De resto, consta que a Guiné Equatorial acaba de estabelecer, num ato de generosa e altruísta lucidez, uma moratória para a aplicação, nos próximos tempos (não se sabe bem o que isto significa, mas pouco importa), da pena chamada máxima; o que obrigou a executar, com expedita celeridade e antes que a tal moratória alimentasse desnecessárias ilusões, alguns infelizes já condenados. Assim eles viram abreviado o sofrimento de uma espera certamente atroz. Quer o meu Amigo mais eloquente prova de humanidade e de eficiência governativa do que esta?

Tudo o mais, das acusações de corrupção à persistência  de  uma mesma e única  figura no poder  (outros dirão que é um caso de dedicação à Pátria), passando  pelas buliçosas estroinices de Teodorín, tudo isso são detalhes da vida privada de um país que, com perdão pelo plebeísmo, é dono do seu nariz.  Quem  mete um bedelho impertinente e intruso  em tais intimidades não é digno de perscrutar os altos desígnios de quantos (e não foram poucos!)   decidiram, por tácito assentimento, acolher os simpáticos guineenses no regaço hospitaleiro da chamada comunidade lusófona.

Mas resta, argumentará o meu Amigo, a língua e a sua ilustração. Uma  vexata quaestio, como diziam os Antigos. De facto, informam-me pessoas cultas que, lá pelas paragens do Golfo da Guiné onde paira a sombra forte da mão de Obiang, não ecoam os maviosos sons desta nossa língua que os Patos, os Castilhos e os Rebelos tanto amaciaram. Questão ociosa e supérflua, esta da língua, como bem deu a entender, com desenvoltura risonha,  o dito Obiang: a uma pergunta  sobre o seu estado de espírito, depois de se ver amesendado com os seus novos confrades, respondeu que estava  “muy satisfecho”. Veja o que é o talento de um homem de Estado! Em vez de ficar transido de aflição por se saber incapaz de alinhar duas escassas palavras na  língua portuguesa que agora é a sua, o nosso homem ter-se-á lembrado de que nenhum falante de uma língua  (e menos ainda da nossa) nasce da noite para o dia. E assim o deu a entender. Quanta verdade e sabedoria numa curta frase!

Nos tempos  remotos de Afonsos e de Sanchos, quando  esforçadamente se espadeirava ainda contra sarracenos e contra castelhanos, já Portugal era este mimo que os poetas do romantismo depois celebraram. E acaso era a jovem nação  menos portuguesa por então se falar nela um mascavado linguajar, com rei mas sem roque? Só bem mais tarde, já  os infiéis dos Algarves haviam entrado na dura ordem que do Norte cristão lhes chegara, foi possível, graças a  sisudos gramáticos e às suas gramáticas,  guiar o nosso idioma pelo caminho iluminado de uma norma bem disciplinada. A ela chegará Teodoro, como chegarão os seus concidadãos, quando ao bom Deus tal coisa aprouver.  Em verdade lhe digo, meu Amigo, que não passará muito tempo até que da massa obscura dos nossos irmãos equatorianos  brotem  os Eças e os Machados,  os Pessoas e os Drummonds;  e menos tempo ainda há-de transcorrer até que ouçamos o bom Teodoro declamar, com palpitante emoção, aqueles versos que são a glória do nosso chorado João de Lemos: “É noite. O astro saudoso/rompe a custo um plúmbeo céu…” Nessa altura, os desagradáveis críticos  de agora – e o meu Amigo com eles – talvez admitam o crasso erro em que incorreram, quando virem Teodoro mergulhar com delícia nas páginas intrigantes do talentoso Paulo Coelho.

Não parece ter laborado em semelhantes equívocos o seu mais ilustre competidor em matéria de comentário público, o inefável professor Marcelo. Quando lhe tocou perorar sobre os casos tremendos que me levam a dirigir-lhe estas linhas desajeitadas, o nosso Marcelo confessou-se, é claro, “muito triste”. Mas isso não o impediu de, com profusão de gestos e de esgares, alinhar argumentos sagazes que sobejamente explicaram aos mais desatentos (confesso, corando de vergonha, que eu era um deles)  o que agora temos por certo: que a entrada da Guiné Equatorial no clube lusófono era tão inevitável como irreprimível e talvez mesmo desejável.

Foi certamente porque há longo tempo se apercebeu disso mesmo que um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, bem espertamente atento à permissiva amplidão semântica do vocábulo “negócios”, não perdeu  tempo: tratou ele mesmo de organizar a cimeira que na longínqua Timor consagrou a Guiné Equatorial como galhardo membro da lusofonia.  Esse ex-ministro, outrora hóspede do defunto Kadafi (outro guia de povos e dos bons!) e agora mordomo de  cimeiras, é presidente de um banco que receberá abundantes dinheiros vindos das terras de Obiang (foi isso que anunciaram as gazetas). Trata-se certamente de uma coincidência que só atormentará mentes tortuosas e desconfiadas. Não padece de tal azedume este seu criado.

De modo que sobram as razões (e bem ponderosas!) para que o meu bom Amigo modere e até reveja as suas críticas. E para que se vergue ao peso dos muitos e sadios argumentos que sustentam a bondade de um acontecimento que, parecendo  absurdo, é afinal um cometimento digno dos mais vibrantes hossanas.

Aperta-lhe a mão, com a rija efusão de sempre, este seu admirador,

 Carlos Fradique Mendes

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