Grupo Eça

O Grupo Eça tem por finalidade estudar a obra do escritor português Eça de Queirós, assim como sua fortuna crítica. Privilegiando uma abordagem de fundamentação marxista, mas aberto a outras abordagens, o grupo pretende reler a obra queirosiana, tomando por pressuposto que o autor de Os Maias foi sempre um crítico ferrenho da burguesia e da aristocracia portuguesas, mesmo em seus últimos trabalhos. Além disso, o grupo também pretende discutir as leituras canônicas do escritor, que, a partir de certas fases de sua obra, fizeram dele ora um autor romântico, ora um aristocrata fin-de-siècle, ora um estilista da língua portuguesa, entre outras personas que lhe foram atribuídas (da apresentação do site)

Eça de Queirós, por David

 

 

Carta de Fradique Mendes

Ao Senhor Diretor do Diário de Notícias

Califórnia, fins de janeiro

Senhor Diretor,

Respondo tardiamente ao seu pedido, recebido quando já me aprestava a partir dessas saudosas terras lusitanas que a distância torna mais doces e mais amenas. Tarefas urgentes têm-me desviado do dever de corresponder ao seu amável desafio, dever que agora gostosamente cumpro, sempre certo da sua bondosa tolerância. Pedia-me o meu amigo que lhe mandasse notícias desta América que, desde há dois séculos, tem atraído vagas de pioneiros e de imigrantes,  que fizeram sua  esta  Terra de Promissão. Como eles, boa e farta razão têm quantos olham ainda o Novo Mundo, como lugar fértil em sucessos de que se espanta o Velho Mundo, e não sem um frémito de inveja que bem se entende.

Mais ainda por estes dias, quando um novo presidente tomou as rédeas da mais poderosa nação do Universo, para regozijo de quantos nele veem o restaurador de uma Ordem e de um Poder perdidos. Das terras húmidas da Louisiana às planícies geladas do Minnesota e às faldas agrestes das Montanhas Rochosas, não são poucos aqueles que se deleitam a escutar a palavra fácil desse presidente que, de uma penada, resolveu varrer da vista dos seus fellow americans o estendal de desmazelos e de lascívias que têm debilitado estas terras outrora vigorosas.

Sobre estes e outros casos não preciso de entrar em detalhes. O Senhor Diretor e os seus fiéis leitores tomá-los-iam, muito justamente, por excessivos e até presunçosos. A agilidade com que as notícias hoje galopam pelo mundo, mais céleres do que boato em rumoroso bazar de Istambul ou do Cairo,  dispensa-me de falar com minúcia dos acontecimentos estupendos que esta grande nação tem vivido nas últimas semanas. Uma coisa tenho por certa: está a chegar a Hora, quero dizer, vem aí, e a largas passadas, o tempo de Redenção por que ansiavam muitos daqueles patriotas para quem o chapéu de aba retorcida, a bota de bico recurvo e, quiçá, o revólver expedito pendurado à cinta são emblemas de uma cultura, mais do que  atavios de circunstância. Porque essa América também existe  e sabe Deus com que energia!

Na distraída Europa estamos habituados a pensar que a América toda se espelha, com exatidão cristalina, na endinheirada Nova York, na Chicago espraiada à beira do grande lago ou na Califórnia do sol, das praias e da mundanidade de Beverly Hills. Erro e bem grosseiro! Há uma outra América, mais calada, menos vistosa e também menos amigável, uma América que também conta e que, se o meu Amigo permite o calembourg atrevido, faz a conta. Justamente: faz a conta aos impostos que paga, aos estrangeiros que chegam e aos empregos que saem – esses sacrossantos jobs que os americanos veneram.

Essa América profunda é exímia e pontual em fazer a barbecue no quintal, em  pendurar, com indisfarçado orgulho, a bandeira na varanda e, ao domingo, nunca deixa de cantar, com voz galharda e bem timbrada,  os salmos que o seu Pastor rege. É a América da tríade mágica God, my family and my country, a mesma que junta o rebanho familiar  em quinta-feira de Thanksgiving e adora aquela saudável comida a que nós, por maldosa ignorância, chamamos junk food – comida lixo! Essa é a América que se deleita na constante, às vezes cansativa invocação da family and friends, uma expressão que por aqui muito se ouve também, quem sabe se para espanejar o ranço  clerical daquela tríade, presente na memória de muitos dos nossos patrícios.  Não é  verdade que “o nosso Salazar” – como lhe chamava um meu saudoso tio açoriano – sempre proclamou, com uma suavidade cheia de sibilantes, a bondade da fórmula Deus, Pátria, Família?

Ora essa América profunda falou, quando foi “chamada às urnas”, como dizem os senhores amanuenses do ministério do Reino. Falou e o presidente eleito, de ouvido atento e sagaz, escutou. E o que escutou ele? Muito do que disse  à ansiosa nação americana e ao mundo boquiaberto, naquela sua arenga de 20 deste mês de janeiro, data que parece já pré-histórica, tantas e tão vivazes têm sido as novidades destes dias.

Nesse seu arrazoado, o presidente não mandou recados por ninguém: disse ele mesmo ao que vinha – e  ao que vem. Porque o senhor Diretor aprecia uma  síntese que  poupe a sua gazeta a maçadores circunlóquios, resumirei a sábia mensagem que nos foi arremessada com esta expressão textual: “America first!” E para que dúvidas não ficassem, a respeitável figura espetou o dedo e insistiu: “América first!” Quem não apreciará neste bondoso homem a virtude da clareza? Eu que muitas vezes me amofino quando o nosso pessoal político gagueja argumentos, sem decidir o que lhe vai na mente,  louvo a nitidez daquela mensagem tão transparente como  “as doces águas do Minho”, expressão que gulosamente colho do mavioso poeta Vidal. “America first!” Duas palavras singelas, mas quanta  profundidade e quanta verdade nelas se escondem! E também generosidade, Deus seja louvado! Porque, ao contrário do que disseram comentadores apressados, naquela frase não se esgrime nacionalismo, mas sim  abertura ao mundo. Abertura cuidadosa – mas abertura.

Responda o meu Amigo e, ao mesmo tempo, ajude-me a avançar nos semideiros do pensamento presidencial: o que se ensinava no compêndio de Geografia que no velho convento de S. Francisco acompanhou a minha adolescência estudiosa? Que por América se entende aquela alentada porção do mundo que vai da gelada Gronelância até ao traiçoeiro cabo Horn, por onde navegou o nosso valente Magalhães. Pois nesse continente de tão garridas gentes, todos cabem: o simpático canadiano e o descendente dos Navajos, o diligente agricultor de Wisconsin e o plácido mexicano  que esconde  a siesta debaixo do seu vasto sombrero, o peruano que habita os refegos dos Andes e o colombiano regalado com a fresca folha da coca, o nosso irmão brasileiro, sempre tão afetuoso,  e o orgulhoso argentino que cavalga pelos pampas. Esses todos e outros mais, que a bondade do Criador espalhou por aquelas terras pródigas. Como não entender naquela altaneira “America first!” o desejo ecuménico de todos envolver, com um abraço bem forte e bem caloroso, e de todos chamar para o abrigo da grande Casa Americana?

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É verdade que a mesma figura que isto proclama quer agora construir um muro, um grande e maciço muro, que demarque, com o rigor de uma linha traçada a lápis grosso, a fronteira com o vizinho México. Não poucos plumitivos, nesta América em que me encontro e por todo o mundo, têm verberado o projeto, pensando talvez que a grossa parede será defesa contra as investidas de um qualquer Pancho Villa renascido das cinzas. Puro engano! Depois de revolver na mente a ideia do muro, nela vejo só  vantagem e benefício que a todos encherão de gáudio, quando  a poeira assentar. A poeira que os trabalhos de construção hão de provocar, é claro, e mais aquela que a discussão, metaforicamente, sempre levanta.

Ajude-me o meu Amigo a argumentar. O que é um muro? Uma obstáculo que protege, mas também um empreendimento que fica, pelos séculos dos séculos, exibindo ao olhar incrédulo dos vindouros um testemunho  bem sólido  do engenho humano. Se o meu Amigo já viajou por essa China que tanto intriga o europeu, certamente recordará a impressão que lhe terá causado a Grande Muralha que corre do Mar Amarelo às paragens inóspitas da Mongólia. Para que ela pudesse existir, muitos séculos tiveram de passar e muita força de braços nela empenharam  milhares de chins, que assim puderam dar uma prova definitiva, se necessária era ela, da sua imensa paciência e da sua imensa capacidade de sacrifício.

Pois bem: impediu a Grande Muralha alguma conquista ou rechaçou alguma invasão? Não! Como ela, o muro – ou talvez já o Grande Muro – será não uma  empresa agreste e intolerante (como teimam em declarar algumas vozes que a baba do azedume inspira) mas o eco retumbante  do génio de um homem.  E assim, de uma assentada, o Supremo Arquiteto comete duas proezas:  cria incontáveis empregos (os tais jobs for the american boys) e lega ao futuro  uma obra sem igual. Tal como a sua  irmã chinesa, será ela admirada, com espanto incontido, pelos selenitas, esse simpático  povo que, das melancólicas paragens lunares, verá não apenas uma, mas duas construções  que glorificam o esforço humano. Isto para já não falar na sombra, bem fresca e bem acolhedora, que, de um lado e do outro, o muro há de oferecer ao texano encalorado ou ao indolente mexicano, ambos regaladamente defendidos do sol inclemente por esta que será maravilha sem par dos nossos tempos.

Parece-lhe isto, bom Amigo, pouca coisa? A mim não. Digo até que bem gratos devemos estar a estas eras e a estes homens que nos maravilham com tais falas e   com tais coisas! Passa-se isto numa América em que está viva ainda a lembrança  daquele outro aviso que, no seu tempo, um outro presidente soltou: a América para os americanos! Governava então os destinos da Europa a piedosa Santa  Aliança, com o severo Metternich à cabeça. Quando  suspeitou que o nariz inquieto do chanceler da Áustria se virava para estas paragens,  o atento James Monroe não hesitou e disse, bem alto e bem claro, que na América estavam acabados os tempos da colonização europeia. Na América e em todo o continente americano, entenda-se!

Depois disso, temos tido guerras e rebeliões, revoltas e insubmissões, mas a América manteve-se disciplinadamente fiel àquela doutrina. Será o “America first!” uma nova e atualizada versão do que disse Monroe, com a autoridade do founding father que também era? E até: será o brado “America first!” uma doutrina, com ponderado ideário e com pensamento elaborado? Não sei. Os tempos que correm vão pouco propícios para tais adivinhações, tão imprevisíveis e tão bruscos são os humores de quem agora governa a América. Mas sei (e isso me basta) que estamos protegidos. No discurso presidencial não faltaram, como é de uso nestas paragens, repetidos chamamentos ao bom Deus. “We will be protected by God”, disse o presidente. Muito precisamos dessa proteção – e precisamos dela até mesmo para nos protegermos dos protetores!

Que ela nos não falte, com a bondade que sempre acompanha a Providência divina, eis o voto que formulo, meu distinto Amigo, quando me despeço, com a cordialidade que lhe vota este seu

Carlos Fradique Mendes

 

 

Natal

Nem eu sei realmente como a ceia faustosa possa saber bem, como o lume do salão chegue a aquecer – quando se considere que lá fora há quem regele, e quem rilhe, a um canto triste, uma côdea de dois dias. É justamente nestas horas de festa íntima, quando pára por um momento o furioso galope do nosso egoísmo, – que a alma se abre a sentimentos melhores de fraternidade e de simpatia universal, e que a consciência da miséria em que se debatem tantos milhares de criaturas, volta com uma amargura maior. Basta então ver uma pobre criança, pasmada diante da vitrine de uma loja, e com os olhos em lágrimas para uma boneca de pataco, que ela nunca poderá apertar nos seus miseráveis braços – para que se chegue à fácil conclusão que isto é um mundo abominável. Deste sentimento nascem algumas caridades de Natal; mas, findas as consoadas, o egoísmo parte à desfilada; ninguém torna a pensar mais nos pobres, a não ser alguns revolucionários endurecidos, dignos do cárcere e a miséria continua a gemer ao seu canto!

Os filósofos afirmam que isto há de ser sempre assim: o mais nobre de entre eles, Jesus, cujo nascimento estamos exatamente celebrando, ameaçou-nos numa palavra imortal «que teríamos sempre pobres entre nós». Tem-se procurado com revoluções sucessivas fazer falhar esta sinistra profecia – mas as revoluções passam e os pobres ficam.

(Eça de Queirós, “O Natal – a «Literatura de Natal» para crianças”, Gazeta de Notícias, 9 de fevereiro de 1881).

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Ilustração de Dean Morrissey, para Um Conto de Natal (1843), de Charles Dickens

 

Amaro Vieira

O universo do padre Amaro, protagonista deste romance, é regulado pela liturgia e pelo Eros. Potenciada pelas suas forças mais eficientes e mais instintivas – as da imaginação, da repressão e do medo –, e articulada através do celibato clerical, a relação entre o sagrado e o erotismo intensifica, aqui, o tabu sobre o sexo. E certifica, também, o poder incoercível da líbido.

Amaro Vieira é, fundamentalmente, uma personagem naturalista e, portanto, uma figura preconcebida e explicada, sujeita a moldes e conclusões pressupostas (Pires: 68): os atavismos genéticos e temperamentais, a modelação pela educação e pelo meio. É típica a sua história, que Eça displicentemente sumariza: “o padre e a beata, a intriga canónica, a província em Portugal”. Pobre, órfão, passivo e sensual, Amaro é impelido, pela sua influente e devota protetora, a fazer-se padre. Colocado na provinciana Leiria, torna-se amante de Amélia, contando com a beata conivência do meio. Quando Amélia engravida e dá secretamente à luz, Amaro entrega o nascituro a uma “tecedeira de anjos”, que o faz desaparecer. Amélia morre e Amaro, abalado mas incólume, rapidamente abandona Leiria. Reaparece em Lisboa em 1871, aparentemente instalado no farisaísmo e na amoralidade.

A figura do padre lúbrico e hipócrita integra um anticlericalismo de tradição liberal, apoiado também nas leituras de Michelet e Proudhon (Reis e Cunha, 2000: 62-64). Sobressai, aliás, a crítica micheletiana à feminização e enjuponnement da fé católica. Junta-se-lhes nesta obra a tematização de questões gratas ao naturalismo: a promiscuidade entre Estado e Igreja, a excessiva autoridade dos padres, a devoção alienante, causa de perversão moral, o poder abusivo detido pela prática da confissão, sobretudo junto das mulheres. Há outros temas, mais profundos: o da labilidade da consciência ética, âncora do caráter individual, de clara inspiração proudhoniana; e o da confusão místico-carnal, comum a Amaro e Amélia (e para ela fatal).

(Ana Luísa Vilela, “Amaro Vieira”, in Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa; continuar a ler) 

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Eça e o motivo do regresso

               Quando aludo ao legado clássico em Eça, não ignoro nem omito que, de um ponto de vista formativo, não é essa a sua matriz dominante, mas antes a francesa, conforme o próprio escritor reconheceu, nos poucos textos autobiográficos que deixou: concretamente, em “0 ‘Francesismo'” (provavelmente de 1886 ou 87) e “Um Génio que era um Santo” (1896). Por outro lado e continuando, por alguns momentos mais, em clave biográfica, parece evidente que os motivos profissionais que fizeram de Eça, por quase toda a vida, um “exilado” por vontade própria concorreram certamente para o destaque que no seu imaginário pessoal ocupam temas e atitudes que importa aqui ter em conta: o tema do exílio (ainda que, repito, por escolha própria), a vivência da saudade e o culto da distância como critério de análise crítica. Tudo isso e ainda o regresso, interpretado como motivo de reencontro com a pátria ausente e, de novo, oportunidade para ponderação crítica, por confronto com o estrangeiro em que Eça viveu quase toda a sua vida adulta.

(“Eça de Queirós e o motivo do regresso”; artigo integral)

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O Mistério da Estrada de Sintra: apresentação

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Fradique Mendes e Bernardo Soares (2)

Bernardo Soares e Carlos Fradique Mendes – ou melhor, Jerónimo Pizarro e Carlos Reis –  encontraram-se para uma conversa na Biblioteca Joanina, para o encerramento dos 725 anos da Universidade de Coimbra (UC). Com um saco de pano vermelho que comprou numa livraria de Madrid que se chama “Tipos Infames”, o especialista em Fernando Pessoa Jerónimo Pizarro apresentou o que se ia passar a seguir. “Somos dois tipos infames a falar de outros dois tipos infames que poderiam ser o Bernardo Soares e o Fradique Mendes ou semi-infames por serem semi-heterónimos e pensemos que esta é uma conversa a dois sobre duas personagens que estamos a tentar aproximar.” [continuar a ler e ver vídeo]

Isabel Coutinho, Vera Moutinho e Frederico Batista, Público [online], 7 de dezembro de 2015.

 

 

Fradique Mendes e Bernardo Soares

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Realismo e modernidade em Eça e Machado

Transatlantic Dialogues: Indiana University

Transatlantic Dialogues” is an international symposium that aims to reexamine research on nineteenth-century Portugal and Brazil from a transatlantic and interdisciplinary perspective focusing on the two major intellectual figures of the period, Machado de Assis (1839-1908) and Eça de Queirós (1845-1900). The symposium will bring together some of the most innovative scholars and recognized experts to present new perspectives and insights on Machado’s and Eça’s work and its relation to realism, modernity, gender, race, visual culture, digital humanities, and postcolonial studies. Eça and Machado are not only two of the greatest novelists ever to have written in Portuguese, but they also engaged in dynamic debates that reached far outside literary circles and their geographic area.

 

Eça de Queirós na Livraria Cultura

A Livraria Cultura do Shopping Iguatemi é um dos espaços urbanos mais bonitos que eu conheço. E no meio do salão amplo e colorido há possibilidades de encontros públicos perfeitamente integrados ao silêncio de quem só passeia folheando livros. As pessoas sentam-se nas cadeiras ou nas escadas, falam, e tudo bem.

Ontem fui ao primeiro dia do ciclo “minha língua, minha pátria”, em que o professor Carlos Reis, da Universidade de Coimbra, conversou com a jornalista Simone Duarte, do Jornal Público, sobre Eça de Queirós. A conversa não foi só sobre o Eça. Foi muito além. Falou-se de Machado de Assis, de Eça de Queirós e Machado de Assis, das cartas que trocaram, de Flaubert, do tema do adultério na literatura na segunda metade do século XIX, de como as edições críticas são importantes para a atualização das obras literárias, de romantismo, naturalismo, de influências literárias. A palavra depois foi aberta ao público e as perguntas enriqueceram o diálogo.

Paula Bajer Fernandes, “Eça de Queirós por Carlos Reis na Livraria Cultura: ‘minha língua, minha pátria'”, blogue Lolita. (continuar a ler)

 

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